Cláudio Antunes. Com tecnologia do Blogger.
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Causas da crise Económica do século XXI

Como referido no meu trabalho sobre a crise e postado em a origem da crise económica, do século XXI, esta crise teve origem nos Estados Unidos. No norte da América é utilizado um conceito – “subprime” – que traduz o crédito à habitação de alto risco que se destina à população com rendimentos mais baixos, sendo que a única garantia exigida são os imóveis.

Com estas medidas os Estados Unidos visam estimular o mercado imobiliário. No entanto esta Economia procura ir mais além e a Reserva Federal norte-americana subiu as taxas de juro, afim de receber mais pelo empréstimo concedido às famílias mais desfavorecidas. Obviamente esta medida gerou polémica e incapacidade das famílias pagarem o serviço da dívida. Por exemplo: o banco “X” concede crédito à família “A” de 25 mil euros, sem existir a mínima preocupação do valor individual dos bens de cada família, isto é, no caso da família “A” não ter capacidade de pagar o empréstimo que contraiu, os bens da família “A” passam automaticamente para a posse do banco “X” para cobrir a dívida em falta. O banco obtém um género de “papel comprovativo” da dívida da respectiva família perante o banco. O tal “papel comprovativo” vale os tais 25 mil euros, no entanto esse “papel comprovativo” foi atribuído por outro banco e com juros impostos pelo banco “X” e assim sucessivamente. No caso da família “A” não pagar o serviço da dívida irá desencadear activos tóxicos, pois já não será possível a determinados bancos reaver o crédito investido.  Chegando o pânico às bolsas financeiras, repercutindo-se nos bancos e em desinvestimentos, pois a confiança esta a reduzir e ninguém quer ficar sem o seu rendimento ou parte deste abatido.

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Consequências da crise económica do século XXI


As consequências são vastas e diversas. Atingiram não só a nível social como a nível económico.
A crise está instalada. Actualmente ainda não são conhecidos todos os impactos respectivos aos dois níveis. Em Portugal a crise a nível social ainda não se fez chegar tanto às famílias como no norte-americano, uma vez que, os bancos Portugueses não entraram em falência como nos Estados Unidos, sendo que um deles foi nacionalizado pelo Governo Português. Pode não ser ético afirmar-se que o colapso no caso Banco Português de Negócios (BPN) tenha origem na actual crise, devido à corrupção existente, mas é certo que não teve estofo para lidar com a crise financeira, tal como o Banco Privado Português (BPP), deixando as debilidades bem visíveis. Outros bancos em Portugal evitaram a crise a tempo como são os casos do Banco Comercial Português (BCP) e Banco Português de Investimento (BPI).
A nível económico são várias e com consequências trágicas desde falência de bancos, dívidas externas mais elevadas, despedimentos, quebra no Produto Interno Bruto (PIB), Investimento e Consumo privados, Exportações e relativamente a Portugal, quebra no Turismo, entre outras. Os bancos entram em falência pois não têm capacidade para fazer face aos desinvestimentos e quebra na confiança, as dívidas externas aumentam devido à diminuição das exportações, há um maior nível de despedimentos para fazer face à crise, pois as dívidas estão a aumentar e as soluções a curto prazo de certas empresas são cessar temporariamente a actividade económica ou despedir trabalhadores, há uma quebra no PIB, devido às quebras das suas componentes: Investimento, consumo e exportações principalmente e, por fim, uma quebra no Turismo devido à desvalorização da moeda e a preferência por destinos mais baratos.
         Esta crise alastra-se de uma forma rápida e descontrolada, os mercados estão interligados e há bancos e fundos europeus com investimentos em produtos das instituições norte-americanas que operam no segmento ‘subprime’ e a crise de liquidez espalha-se.
         A nível nacional, sem dúvida que em 2009 a crise terá um maior impacto nas empresas, estima um aumento da percentagem de desempregados em Portugal. A nossa Economia é bastante dependente do estrangeiro, principalmente das Economias: Espanha, Alemanha e França – os nossos maiores parceiros económicos, uma vez que, estes entraram em recessão técnica, as Exportações de Portugal tendem a diminuir, devido ao facto destas três Economias reduzirem as suas importações. Relativamente a Portugal, quando os seus maiores parceiros económicos entram em crise, muito provavelmente este também irá sofrer algumas contracções no PIB, devido à diminuição das exportações.

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A origem da crise económica do século XXI

No exórdio sem antes referir a origem da actual crise económica é indispensável atribuir um conceito sobre o que realmente é uma crise económica. Muito sucintamente numa crise económica algumas componentes do PIB – como Investimento e consumo privados e Exportações tendem a descer devido ao clima instaurado, deixando o país endividado, gerando desemprego, mexendo nos preços dos bens e serviços.

         O dinheiro é utilizado como instrumento de medida de valor dos bens e serviços, sendo que é utilizado pelos agentes económicos, como por exemplo famílias ou empresas. Actualmente, no mundo moderno já não se utiliza moeda-mercadoria ou moeda representativa, sendo tudo feito à base do crédito electrónico. É raro o indivíduo que tem na sua posse avultadas quantidades de dinheiro e que não esteja depositado em Bancos. Este método é utilizado não só por ser mais seguro, mas também por ser desnecessário conter no seu bolso ou carteira quantias desmedidas para adquirir um bem ou serviço –, com um mero cartão de multibanco é possível a uma família ou empresa a aquisição de diversos bens ou serviços consoante o dinheiro disponível nas suas contas. Podemos chamar este dinheiro, de dinheiro virtual, pois não é palpável, mas através de recibos que podemos adquirir ao depositarmos ou levantarmos o respectivo dinheiro no Banco podemos ver o saldo da conta que possuímos.
         A actual crise económica foi desencadeada através deste processo, de dinheiro virtual. Teve origem nos Estados Unidos, nas grandes instituições financeiras americanas – através do “subprime” e devido ao custo de crédito muito reduzido. Porquê? Porque teve origem nos Estados Unidos? A explicação é simples: o “subprime” existe nos Estados Unidos e caracteriza-se por um crédito de habitação de alto risco que se destina a uma população restringida – com rendimentos mais baixos, sendo que a única garantia neste tipo de empréstimo é o imóvel. Com esta concessão de crédito fácil aliada a taxas reduzidas de impostos, a população com uma situação económica instável irá aderir em peso a este tipo de crédito.

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